Algumas explicações

É engraçado essa volatilidade humana, como nossa mente se comporta ligada ao éter universal e como pode ser ao mesmo tempo decepcionante e esperançosa… Mais uma vez estou aqui a divagar e enrolar as minhas metas.
Enfim, estou aqui para esclarecer o futuro do meu blog. Se passaram oito meses desde que publiquei algo relacionado à história principal e não, não irei mais continuar do ponto onde parei. Percebi que, por alguma razão, o que eu estava escrevendo estava fugindo da ideia original e eu estava tentando adequar o que eu tinha em mente para isso, já que estava mais fácil de escrever.

Ou seja, eu estava sendo cômodo e preguiçoso.

Estou reescrevendo a história e finalmente consegui furar um bloqueio criativo que tanto me atormentava, alguns trechos serão reutilizados e outros serão inteiramente modificados, já que a maneira como eu estava escrevendo me deixou irritado. Haha.

Para deixá-los (usei o plural bem direcionado para vocês, três lindas alminhas que continuam visitando meu blog de tempos em tempos kkkkkkk) mais animados e mais instigados vou publicar aqui um pequeno dialogo que criei. Tem relação com a mitologia de seres eternos que iniciei e com a relação deles com a humanidade, aqui o Eterno chamado Tempo, com uma boa dose de arrogância e curiosidade,  troca palavras com um ser Efêmero:

Tempo:

“Eu os tenho observado há bastante tempo. São manchas ocorrentes, luzes medíocres que vem e vão. Percorrem meu corpo tentando arder ao máximo, e, como fagulhas, consomem-se em momentos ínfimos.

“Mas não você, ah!

“Você tem roubado minha atenção em uma dança anômala. Você continua girando e girando como vórtices em uma correnteza, carrega essas manchas consigo, as afoga e as cria em um ciclo infinito. E sua dança devasta minha forma e àquela ao redor deles.

“Não somos iguais. Você não é eterna, mas tampouco é igual a eles. É algo efêmero, mas infinito. Sua existência é semelhante à de uma fênix. Seu propósito, para mim, agora é claro, mas o que é você?”


O interlocutor, bem humilde e suas palavras, responde da seguinte maneira:

“Eu sou apenas um elo, meus propósitos não são tão grandiosos quanto os dos Eternos. Eu os ligo, vejo-os quebrar minha correntes, formar novos e inesperados elos. Meu controle é frágil frente à responsabilidade que me fora dada, mas ainda assim eu continuo nesta controversa existência.

“Eu sou um elo, sou Efêmero, eu sou o Amor.”

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